COCO OU FERRO?

Semana passada alguns jornais deram uma nota falando sobre o meu envolvimento em um "assalto" no Rio de Janeiro. Até aí tudo bem. Essa não foi a primeira vez que me envolvo num assalto. Já me envolvi em assaltos pelo menos umas dez vezes até hoje, sendo apenas quatro como vítima. Mas confesso que essa foi a primeira vez que me envolvi em algo do tipo como bicão.

A nota que esses jornais deram pro caso foram pequenas. Menores até do que as que o Sloth tirava na escola. Mesmo assim algumas pessoas leram e recebi alguns emails pedindo que eu esclarecesse: afinal, o bandido estava atacando com um coco ou com uma barra de ferro?

Vou tentar contar todo o caso da mesma forma que eu me mantive quando vi a Playboy da Hortência: sem aumentar nada.

Era sábado por volta das 20h00. Tinha acabado de assistir com duas amigas no cinema "O Curioso caso de Benjamin Button", e constatei que esse filme realmente porta um curioso caso: como um filme pretensioso desses e cheio de furos no roteiro pode concorrer a 13 oscars?

Não importa. Saimos do cinema no Leblon para caminhar a pé até meu hotel em Ipanema. A idéia era evitar um roubo de taxista. Mas nos deparamos com um outro roubo.

Falando alto e caminhando agitado pela rua com um engraxate suspeito na sua cola, um turista caucasiano gritava com sotaque gringo: "Estou sendo roubado!". A vítima entrou num supermercado. Gritou mais: "Estou sendo roubado!". Ninguém fez nada. Talvez porque quem estava na fila do caixa pensou: "Eu também e não reclamo. Viu o preço do feijão?".

A verdade é que o turista saiu daquele mercado da mesma forma como eu entro na minha casa. Ignorado por todos.

O  roubado disse que ia pra polícia. E isso daria certo se ao invés de estar onde eu nasci ele estivesse onde nasceu. A cabine de polícia estava mais vazia do que o banco de sangue do hospital municipal.

O engraxate bandido então teve uma ótima idéia para continuar a extorsão. Ele disse: "Eu vou com você pra polícia e vou dizer que você queria comprar cocaína de mim". O que era um argumento perfeitamente convincente, pois o marginal realmente tinha cara que era envolvido com o tráfico e a vítima tinha tudo pra ser usuária, pois um gringo que tem grana pra ir pra qualquer lugar do mundo e vai pro Rio de Janeiro em plena época de carnaval só pode mesmo estar sob efeito de drogas.

A discussão esquentou conforme aumentaram os passos. E eu acompanhei tudo involuntariamente, pois por puro azar a confusão seguia justamente pelo caminho que eu precisava fazer. O marginal então puxou uma das barras de ferro que circulavam uma árvore, a empunhou como se fosse uma arma medieval, tomou impulso contra o turista e aí eu fiz o que a minha ex sogra fazia comigo e minha ex-namorada. Me meti no meio dos dois. Disse: "Pra que fazer isso, você é louco?". E juro que o marginal me respondeu: "Esse turista aí roubou minha graxa!". Pensei: "Ah, então esse é o temido líder da máfia internacional especializada em roubar graxa suja".

Olhei pro lado e vi o turista correndo. A calça dele parecia pesada. O marginal correu atrás. Segui meu caminho. O engraxate não alcançou o turista então voltou. Insinuou que eu deixei o ladrão da graxa dele fugir e eu ia ter que indeniza-lo agora senão minha cabeça seria aberta. Xinguei o engraxate. Ele disse que ia mesmo abrir minha cabeça. Mal sabe ele que ela é mais vazia que uma cabine de polícia no Rio de Janeiro. Então ele procurou algo pra cumprir sua promessa. Achou um coco. Pegou o coco na mão. E ameaçou vir na minha direção com o coco. Eu ameacei ir na direção dele também. Foi um duelo de velho oeste, mas ele foi mais rápido no gatilho e sacou o coco primeiro. Acabou que ele jogou o coco no chão e juro que ele disse: "Eu não vou entrar no caminho errado de vocês não!". Ele saiu andando pro outro lado e a última frase dele foi a maior ofensa que existe no Rio de Janeiro: "E o pior de tudo, você nem carioca é".

Foi isso. E de boa, os jornais mentiram quando disseram que ninguém saiu ferido pois doeu muito, machucou de verdade eu ser xingado de não carioca. Aquele engraxate era um monstro.


 Escrito por Danilo às 15h20 []

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UMA MENTE BRILHANTE

Até fevereiro estou em cartaz no Rio. E olha só quem encontrei sábado enquanto andava pelas ruas do Leblon: a filha da Medusa com o Robocop.

É a Dona Florinda do futuro.

Ela estava preparando o cabelo. Agora é só levar ao forno e rechear.

Se eu mexesse no botão dela acho que conseguia até sintonizar algum canal ali.

Me falaram que ela estava fazendo reflexo no cabelo. E deu certo! Eu cheguei perto da cabeça dela e consegui ver meu reflexo em seus cabelos.

Depois dizem que as loiras não têm nada na cabeça. Essa tem.

O legal foi a cara que ela fez enquanto olhava pra mim. Perceba. Ela se sentiu no direito de me achar esquisito.

OBS: Nessa foto estou sem camisa.


 Escrito por Danilo às 14h37 []

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