00h05 PRA JOINVILLE

Sexta. 19/10. Acordei as 8h00 no interior de Minas Gerais. Tenho que gravar CQC e ir pro sul do País fazer show as 21h00 em Joinville. 10h40 pro meu embarque em São Paulo.

16h00 chego em São Paulo pela Fernão Dias. Congonhas é do outro lado da maior cidade do País. Tenho 2h00 pra atravessar São Paulo em hora do Rush.

Descubro que preciso gravar uma pequena participação pra TV. Gravo na Barra Funda. Agora tenho 1h30 pra chegar em Congonhas.

O Oscar Filho me dá carona até o meio do caminho. A idéia era ir pra minha casa e pegar blusa, porque no sul faz frio e não tinha bagagem. Não dá tempo de fazer as malas. A cidade está parada. 1h00 pro meu embarque.

Pego o carro. A cidade continua parada. Invento novos caminhos. Descubro que não sou bom em inventar novos caminhos. Erro tudo. Vou parar na 25 de Março. A única rua de São Paulo que não foi feita pra carros e sim pra camelôs. 0h40 minutos pro meu embarque.

Paro o carro na rua. Paro também os motoboys. Ofereço recompensa de R$ 100,00 pra quem me levar pro aeroporto até as 18h00. Ninguém aceita. 0h30 pro meu embarque.

Um motoboy finalmente aceita. Mas diz que não se sente bem recebendo dinheiro por me fazer um favor. Diz que precisa de um capacete. Se eu aceitar comprar o capacete e colocar R$ 30,00 de gasolina ele me leva. Eu aceito o trato, mas tanto o capacete como R$ 30,00 de gasolina custam dinheiro. Alguém avise ele. 0h20 pro meu embarque.

Entramos na primeira loja de capacetes que vemos. Ele quis escolher um rosa tamanho 56. A única cor e o único tamanho que não existia na loja. Fez a mulher procurar no estoque. Não achou. Convenci a levar o prata tamanho 58. Como o capacete é algo que se coloca na cabeça, acho correto afirmar que foram R$ 70,00 pra casa do chapéu. 0h10 pro meu embarque.

A moto estava na reserva. O cara do posto veio lentamente nos atender. Capacete: R$ 70,00. Gasolina: R$ 30,00. Esperança de chegar no aeroporto a tempo: não tem preço. 0h03 minutos pro meu embarque.

Entendo porque um motoboy adora quebrar retrovisores. É uma tentação muito grande correr livremente pelo corredor enquanto centenas de pessoas estão mofando dentro dos carros. Precisamos demonstrar o quanto esses motoristas são otários. Quebrei dois retrovisores. Horário do embarque estourado. 0h40 minutos pro meu vôo partir.

Chegamos no aeroporto. O motoboy quis me dar o cartão dele. Caguei pro cartão dele. Fui correndo pro guichê. Mas esqueci de tirar o capacete. Voltei correndo, tirei o capacete prata 58. Entreguei pro motoboy. Ele insistiu, peguei o cartão. Joguei o cartão fora. Cheguei no guichê da TAM. 0h20 minutos pro meu vôo partir.

Não deixaram eu embarcar. Disseram que eu deveria estar 0h40 minutos antes. Contei minha história. Fizeram com minha história o mesmo que eu fiz com o cartão do motoboy. Briguei. Xinguei. Gritei. 0h00 pro meu vôo partir.

Corri por todos guichês tentando comprar um outro vôo pra Joinville ou Região. Não existia nada parecido. Fiz então o que qualquer homem digno faria. Ergui a cabeça e corri ligar pra minha mãe. 0h40 que o meu vôo partiu.

Desisto. Estou sem dinheiro na carteira. Vou numa loja do aeroporto sentir o cheiro dos Toblerones. Chocolate me anima. Escuto no auto-falante: “Passageiros TAM com destino a Joinville. Embarque imediato”. 1h00 que meu vôo partiu mas continua ali.

Corro pro guichê da TAM. Digo que ouvi a voz no auto-falante. Dizem que a voz se enganou. Peço pra verificarem. Não querem. Insisto. Ela verifica. Volta. Diz que realmente o embarque vai acontecer somente agora. Por mais que eu não queria, sou obrigado a xinga-la de sortidos palavrões. Pego meu bilhete de embarque. Xingo mais um pouco. Embarco. 1h15 que meu vôo partiu e mesmo assim consigo embarcar nele. O avião decola. Tenho 1h00 pra estar em Joinville.

O comandante diz no rádio que por causa da chuva não desceremos em Joinville. Também não desceremos em Navegantes que fica a 0h30 Joinville. Nem desceremos em Curitiba que fica a 0h40 de Joinvile. Desceremos em Florianópolis que fica a 3h30 de Joinvile. Tenho 0h10 minutos pra chegar em Joinville.

Desço em Florianpolis. Pego o ônibus. As roupas estão molhadas por causa da chuva. Chego em Joinville. Deveria estar na cidade a 3h50 atrás.

Vou pro hotel em Jaraguá que fica a 0h40 de Joinvile. Tento secar a roupa no microondas. Começo pelas meias. O microondas queima minhas meias. 20h00 acordado num dia corrido. Pra nada.

Estou na minha casa agora. Sentei em frente o computador. Postei no meu blog. Eu deveria ter postado isso a 5 dias e 15h atrás.


 Escrito por Danilo às 15h56 []

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TANTO TEMPO PRA NADA

Me sinto muito próximo das pessoas que lêem meu blog. Eu sinto como se fosse casado com essas pessoas e o blog fosse aquilo que deixa o casamento interessante. Por isso estou postando cada vez com menos frequência. Porque somos casados.

Eu sei que essa foi uma comparação idiota, o que prova uma coisa: minha cabeça está cansada e já faz algum tempo que não consigo escrever nada que valha pelo menos um pouco a pena.

Mediante essa situação vou apelar e fazer o que qualquer blogueiro medíocre faz. Vou contar um pouco dos meus grandes feitos irrelevantes dos últimos dias.

Estou trabalhando e viajando muito.  Estou viajando tanto que quando desembarco do avião a aeromoça nunca mais me disse: "tenha um bom dia senhor". Hoje ela diz apenas: "até daqui a pouco Danilo".

Mas todos esses dias que fiquei sem postar aconteceram algumas coisas legais e outras coisas terríveis. Pra ter idéia, outro dia aconteceu uma coisa terrível. Fiz aniversário. Mas logo aconteceu uma coisa legal. Ganhei presente de pessoas especiais pra mim. Entre tanta coisa que ganhei e guardei com carinho tem até um vídeo! Antes desse vídeo, a maior prova de carinho que eu tinha recebido de alguém foi da minha mãe, quando eu tinha cinco anos de idade. Na ocasião ela me disse: Tá bom vai. Eu assumo. Você é meu filho.

Nesses dias eu também deixei de usar óculos. Operei. Não sei se a operação correu tão bem como esperava. A essa altura eu deveria estar enxergando normalmente. O Médico disse que preciso me acalmar pois tudo ficará bem no final. Só preciso ter paciência e aprender a enxergar com um olho só.

Semanas atrás inaugurei com Rogério Morgado, Mauricio Meireles e Felipe Hamachi uma nova noite de comédia stand-up em São Paulo, o Divina Comédia. O lado bom disso é que agora São Paulo tem uma nova noite de humor. O lado ruim é que nesse lugar tem instrumentos musicais e quem for lá corre o risco de ver no final a Pior Banda do Mundo tocando.

Também apresentei o VMB na MTV. Tinha um roteirinho a seguir. Mas eu não li. Achei melhor pegar um autógrafo da Galisteu. Não sei se ela gostou da idéia. Na saída alguém me disse que ela ficou meio puta. Então acho que terminou tudo bem. Ela não se abalou tanto assim com a brincadeira.

Uns dias atrás a revista VIP me colocou entre os 10 maiores novos artistas do Brasil. Eu fiquei muito grato a todo pessoal da VIP pela citação. Não é todo dia que uma revista séria e conceituada como a VIP aceita suborno pra mentir em uma matéria.

Nesses dias que fiquei longe do blog eu mexi muito com discos. Comi muita pizza. E  também dei uma de DJ. É divertido ser DJ por uma noite e tocar algo com as duas mãos só pra variar.

Ah! Claro! Aconteceu uma coisa que gostei muito também! Conheci os Silvio Santos! Tirei foto com ele! Ele fez Ha hai. Hi hi. E eu pude desabafar pra ele pessoalmente que eu não sei imitá-lo. E ele deixou pra mim uma frase clássica que ele sempre diz na TV. Nunca mais vou esquecer o Silvio falando insistentemente pra mim: "Sai pra lá...sai pra lá".

Nesses dias que eu passei fora do meu blog eu fiz muita coisa. Acho que na verdade só não fiz uma coisa: um post decente.
Desculpa aí.


 Escrito por Danilo às 14h17 []

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Veja o Vídeo! Veja o Vídeo! Veja o Vídeo! Veja o Vídeo! Veja o Vídeo! Veja o Vídeo! Veja o Vídeo! O que é Stand-up? ml>